Nassif: Como serão as estratégias dos candidatos

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por Luis Nassif - no GGN - 29/08/2018 - 23:06

Há três candidatos no jogo: Lula, Bolsonaro e provavelmente Geraldo Alckmin. Para viabilizar Alckmin, o PSDB terá que atuar em duas frentes.
A primeira, no Judiciário, com a possível colaboração do Ministro Luís Roberto Barroso, impedindo Lula de aparecer no horário gratuito, e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impedindo-o de concorrer.
A segunda, desconstruindo Bolsonaro. Aí entra o fator Rejeição como o grande ingrediente da disputa.
Uma comparação enter Alckmin e Bolsonaro, no quesito Rejeição, mostra o seguinte (segundo o Datafolha):

Rejeição por sexo

De junho para agosto, caiu a rejeição das Mulheres por Alckmin e manteve-se estável a dos homens. Em relação a Bolsonaro, a rejeição das mulheres saltou de 34 para 43% e a dos homens de 31 para 35%.
A rejeição de Bolsonaro – em relação a Alckmin – saltou de 0 para 5 pontos entre os homens, e de 11 para 20 pontos entre as mulheres.

Rejeição por faixa de renda

Na primeira faixa, de 2 a 5 salários mínimos, a rejeição a Bolsonaro aumenta de 32% para 36%. Nas demais faixas estabiliza mas, ainda assim, bem acima de Alckmin. Em todas as faixas, a rejeição a Bolsonaro supera a de Alckmin: de 5 para 11 pontos na faixa de 2 a 5 SM; de 6 para 7 na faixa de 5 a 10; e de 1 para 10 na faixa de mais de 10 SMs.

Rejeição por escolaridade

Há um crescimento da rejeição por Bolsonaro em todas as faixas, mais destacadamente nos ensinos Fundamental e Superior. No fundamental, a rejeição a Bolsora, que era 1 ponto menor que a de Alckmin, passa a ser 9 pontos maior; no ensino médio, a diferença salta de 10 para 14; e no superior, de 8 para 19.

         

Rejeição por faixa etária

Em todas as faixas, há uma preponderância da rejeição a Bolsonaro. Na faixa de 25 a 35,  a diferença salta de 2 para 13 pontos; de 2 para 12 na faixa de 35 a 45 e de 13 para 59 na faixa de 45 a 59.

Estratégias

A estratégia de Alckmin visará aumentar a rejeição a Bolsonaro. Do lado do PT, terá que ser a de combate a Alckmin. E a maior arma – como sugere o cientista político Alberto Almeida – será levantar a participação da bancada do PSDB nos projetos mais impopulares do governo Temer, como o da reforma trabalhista.

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