quinta-feira, 5 de julho de 2018

Tijolaço: O “mercado” quer seu selvagem e sonha com a “fadinha jantável”

POR  · 05/07/2018


nean
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Nesta surreal democracia brasileira, onde a turma da especulação acha que é (e por que não acharia?) dona da vontade do povo brasileiro e um grupo de investimentos, a XP (leia-se, Itaú) sente-se à vontade para, nas barbas da justiça eleitoral, emplacar pesquisas sobre quem o dinheiro quer a governar o Brasil, a mensagem é clara e apavorante.
Os pós-yuppies do dinherio, do alto de seus  emebiêis de bobagens, querem o Brasil governado por um brucutu, que mantenha a turba em ordem e até conte com, quem sabe, grupos de “marombados” para “dissuadir” os recalcitrantes que teimem em dizer que não concordam com a ideia de um Washington Luiz do século 21, que pudesse achar que “governar é distribuir porrada”.

Metade deles acha que Jair Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil, segundo publica o site Infomoney:
Para 49%, Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil. Em abril, 29% acreditavam nesta hipótese. Naquela época, liderava as apostas Geraldo Alckmin, com 48% dos apontamentos. As avaliações sobre a viabilidade eleitoral, contudo, mergulharam nos últimos dois meses. Agora 26% dos investidores acreditam que ele vencerá as eleições.
Como não é uma pesquisa de intenção de voto, mas a expressão do que deseja a “turma da bufunfa”, a favorita para “cumprir tabela” do segundo turno eleitoral é a “fadinha” Marina Silva, que pouco mais do que o trabalho de palitar os dentes dará ao capitão do mato.
Não é à toa que, no Facebook, o professor Gilberto Maringoni fala do entusiasmo do empresariado (empresariado?) brasileiro com a sua “solução final”:
Pouco importa se as mãos de quem dirigirá o país estiverem sujas de sangue, se há apologia de Brilhante Ustra, ou se há pregação misógina, homofóbica ou de ódio aos pobres. Isso é bobagem. Estamos falando de negócios.  E negócios são coisa séria!
Estão de parabéns os afetados juízes brasileiros, que conseguiram transformar a política em ante-sala de uma ditadura e num corredor sombrio para a volta à treva.
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