Vigília no ABC continua. 'É só o começo', diz presidente da CUT

DEFESA DE LULA
Gleisi Hoffmann, Manuela d´Ávila e Boulos afirmam que não há desrespeito a ordem judicial e que Lula está em local público. Neste sábado haverá missa em memória da ex-primeira-dama Marisa Letícia

por Redação RBA publicado 06/04/2018

TVT/REPRODUÇÃO
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Desde anúncio da ordem de prisão por Moro, multidão em apoio ao ex-presidente Lula, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, só cresce
São Paulo – Em meio a boatos sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um acordo ou a resistência, representantes dos movimentos sociais afirmaram neste final de tarde que a vigília diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, vai continuar. "É só o começo. Temos que permanecer aqui", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. "Estamos construindo uma vitória importante."
O dirigente não garantiu que Lula fará um pronunciamento. Ele informou que neste sábado (7), a partir das 9h30, haverá uma missa no sindicato em memória da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu há pouco mais de um ano – ela completaria 67 anos amanhã.

Por volta de 17h45, a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que não há qualquer afronta a uma decisão judicial. Mas afirmou também que não se pode ficar de cabeça baixa, como "gado a caminho do matadouro". E agradeceu aos manifestantes que cercam a sede do sindicato: "Recebam o abraço e a gratidão do presidente Lula". Exatamente às 18h, o ex-presidente apareceu na janela para saudar a multidão. Pouco antes, Gleisi disse a jornalistas: "Estamos aqui, sob o olhar do mundo".
Depois da senadora, falaram o presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, e  o presidente estadual do PT, Luiz Marinho. Dois pré-candidatos à Presidência da República subiram ao caminhão de som, Manuela d´Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol). A deputada gaúcha afirmou que São Bernardo, neste momento, é o lugar de defesa da liberdade. 
Boulos reforçou, lembrando da intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos em 1980, ainda na ditadura, quando Lula, então presidente da entidade, também foi preso. "Novamente São Bernardo do Campo é a capital da resistência democrática ano país", afirmou, acrescentando que não há descumprimento de ordem judicial. "Até porque se alguém rasgou a Constituição neste país foi quem condenou sem prova, que quis determinar prisão sem trânsito em julgado. Estamos aqui para garantir a Constituição", disse Boulos, também questionando quem considera Lula um foragido da Justiça: "Nunca vi um foragido que o Brasil todo sabe onde é que tá".
"Queremos reafirmar o compromisso da resistência política de continuar aqui no sindicato, fazendo a nossa manifestação, fazendo a defesa do presidente lula", reforçou o líder do MST (sem-terra) João Paulo Rodrigues. "Queremos reafirmar que o presidente está num lugar público, está na casa do trabalhador, que é o sindicato." Ele também reagiu ao que chamou de "fofocas" que estariam circulando na internet: "O presidente Lula está super bem".

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