Tiros em acampamento Lula Livre fere duas pessoas. Uma corre risco de morte

Organização atribui violência a exigência da prefeitura de que acampamento se afastasse da vigília, falta de segurança por parte da polícia e a movimento de perseguição e ódio de judiciário e mídia

por Redação publicado 28/04/2018


tiros no acampamento
Capa de manifestante atingido passa por cirurgia e que está em estado grave
São Paulo – Na madrugada de hoje (28), o acampamento Marisa Letícia, localizado na Rua Padre João Wislinski, 260, no bairro Santa Cândida, onde dormem integrantes da vigília Lula Livre, foi atacado a tiros por volta das quatro horas da madrugada.
Duas pessoas foram feridas, uma delas está hospitalizada. Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo, foi prontamente encaminhado ao hospital com um tiro no pescoço. Menezes está passando por cirurgia, em seu estado é grave.
A autoria do ataque a tiros ainda não foi identificada até o momento. A polícia está neste momento fazendo os registros necessários.
A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirma em vídeo que mais de 20 tiros foram disparados contra o acampamento e que o militante atingido corre risco de morte. Ela lista vários episódios de violência ocorridos nos últimos decorrentes de campanha de ódio aos movimentos sociais, lembrando assassinato de Marielle Franco, tiros contra a caravana de Lula no Sul e as agressões aos manifestantespela polícia no dia da chegada de Lula a Curitiba. Todas situações impunes.

Nota da Vigília Lula Livre
A vigília Lula Livre e as diversas organizações que a integram repudiam de forma veemente o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia, ocorrido na madrugada de hoje (28) e que resultou em duas pessoas feridas, uma delas de forma grave, com um tiro no pescoço.

A sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica, alcança três semanas e vai receber um Primeiro de Maio com presença massiva em Curitiba. Não nos intimidarão!
No fundo, é uma crônica anunciada. Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento.
“Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, enfatiza Dr Rosinha, presidente do PT estadual e integrante da coordenação da vigília.
Seguiremos com nossas atividades, lutas, programação e debates da vigília. A cada dia vai se tornando cada vez mais impressionante como, mesmo preso, a figura do ex-presidente Lula, a força moral que ganha, as denúncias contra a injustiça de sua prisão, tudo isso causa desespero nos seus algozes.
Por isso, estamos no caminho certo e venceremos! Em repúdio contra a violência, realizamos o trancamento da rua na região e seguiremos lutando.
Convocamos a sociedade e as pessoas que prezam pela democracia, pelo livre direito à expressão, pela diversidade de vozes na política, que somem-se a nós na vigília. Não aceitaremos tentativas de retrocesso que já nos custaram muitas lutas e vidas.
Vigília Lula Livre, 28 de abril de 2018.

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