domingo, 10 de dezembro de 2017

Liga Árabe declara "nula" decisão de Trump sobre Jerusalém

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe reuniram-se este sábado na sequência da decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital israelita. Ataques aéreos israelitas no norte da Faixa de Gaza causaram dois mortos.

esquerda.net - 9 de Dezembro, 2017 - 23:40h

Foto de MOHAMED HOSSAM, Lusa.
Antes de entrar para a reunião de urgência da Liga Árabe, no Cairo, Egipto, o ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad Al Maliki, afirmou que “a decisão do presidente Trump retira aos Estados Unidos a sua legitimidade para desempenhar o papel de mediador no processo de paz entre Israel e Palestina. Por isso, com esta decisão, exclui-se a si mesmo de desempenhar qualquer papel no processo de paz nesta região”.
“Vamos procurar um novo mediador entre os nossos irmãos árabes e a comunidade internacional, um mediador que nos permita concretizar a solução de dois Estados”, acrescentou o chefe da diplomacia da Autoridade Palestiniana.

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Maliki lembrou igualmente que Mahmoud Abbas recusa encontrar-se com o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, no dia 19 de dezembro, aquando da sua visita à região.
Além de Abbas, também o imã da mesquita Al-Azhar no Cairo, principal centro de referência do islão sunita, e o papa Teodoro II da igreja ortodoxa copta do Egito, se recusam a receber Pence.
"Esta decisão é nula”
"Esta decisão é nula e as suas consequências são nulas e não mudarão o estatuto de Jerusalém", afirmou Ahmed Abulgueit, secretário-geral da Liga Árabe, durante a abertura do Encontro Extraordinário de Ministros dos Negócios Estrangeiros árabes.
O responsável frisou que a decisão de Trump "abre uma questão sobre o seu papel no processo de paz" entre israelitas e palestinianos.
Ataques aéreos na Faixa de Gaza causam dois mortos
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Este sábado voltaram a registar-se protestos contra a decisão de Trump na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém. Na Cidade Velha de Jerusalém, forças de segurança dispersaram à força e detiveram 13 manifestantes, de acordo com a Al-Jazeera.
O porta-voz do ministério da Saúde palestiniano Ashraf al Qedra assegurou à agência que, “este sábado pela manhã, as equipas encontraram os corpos de dois palestinianos que morreram nos ataque aéreos israelitas de sexta-feira no norte da Faixa de Gaza”.


Os protestos voltaram ainda a estender-se a países como o Líbano, a Síria e a Turquia. Paris também foi palco de uma iniciativa de repúdio à decisão de Trump. 
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