quarta-feira, 12 de julho de 2017

Etanol e Embrapa: como dilapidar o patrimônio nacional

por Rui Daher —  na Carta Capital - publicado 11/07/2017
O combustível e a empresa deveriam ser as joias da coroa, mas são tratados como bijuterias
Wilson Dias / Agência Brasil
Embrapa
O Banco de Germoplasma da Embrapa: alta tecnologia
Na safra 2016/17, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de cana-de-açúcar atingiu 660 milhões de toneladas, colhidas em área de 9 milhões de hectares. Daí saíram 28 bilhões de litros de etanol, redução de 9% sobre o período anterior, assentada na parte baixa de sua eterna gangorra com o açúcar, que cresceu 16% devido à melhor rentabilidade proporcionada.
Os dados do 1º levantamento (abril) para a safra 2017/2018 mostram situação parecida, queda em torno de 2%, em produção e área. A gangorra de preços assim se manterá e, ainda que maior produtor de etanol do mundo, fará, como desde 2015, triplicar para 900 milhões de litros a importação do produto (mesmo volume da exportação). Objetivo: manter a proporção fixada pelo governo de mistura com a gasolina.
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