terça-feira, 27 de junho de 2017

NESTA SEXTA: Petroleiros participam de greve geral contra perda de direitos e desmonte na Petrobras

Trabalhadores comparam desmonte promovido na estatal à destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários. Nas refinarias, paralisação seguirá por tempo indeterminado
por Redação RBA publicado 27/06/2017 
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Contra perda de direitos e venda de ativos da estatal, trabalhadores da Petrobras aderem à greve
São Paulo – Trabalhadores das refinarias, plataformas e centros de distribuição da Petrobras decidiram aderir ao dia de greves e protestos convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais para a próxima sexta-feira (30), contra as reformas trabalhista e da Previdência. A categoria defende o afastamento do presidente Michel Temer e a antecipação de eleições diretas. E denuncia o que classifica como processo de desmonte promovido na maior empresa pública do país – com a venda de campos do pré-sal e outros ativos da estatal, como refinarias e distribuidoras. 

Os petroleiros denunciam também a extinção de postos de trabalho nas refinarias, que passaram a operar abaixo do contingente mínimo sugerido, aumentando o risco de acidentes. No último dia 18, um acidente na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), região metropolitana do Rio de Janeiro, resultou na morte de dois trabalhadores. 
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que, em razão dessa redução, e da ausência de diálogo em torno de decisões como essas, que afetam diretamente as condições de trabalho, a greve que começa nesta sexta deve se estender por tempo indeterminado nas refinarias. A decisão é resultado de assembleia realizada na última quinta-feira (22). 
Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, o desmonte desencadeado pelo atual presidente da estatal, Pedro Parente, é comparável com o pretendido pelo governo Temer nas aposentadorias e nos direitos trabalhistas. "Visa a atender interesses das petrolíferas internacionais, interessadas na venda de ativos da empresa." 
À RBA, Rangel afirmou que a greve da próxima sexta-feira "tem um caráter fundamental, pelo desmonte que a nossa empresa vem sofrendo". Ele ressaltou que os petroleiros têm "obrigação" de resistir a esse processo.
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