sexta-feira, 9 de junho de 2017

Conservadores perdem maioria, Corbyn pede demissão de Theresa May

 Na eleição mais participada desde 1997, a líder dos Conservadores acabou sob pressão para se demitir após falhar o seu objetivo eleitoral.
esquerda.net - 09/06/2017

Jeremy Corbyn discursa após vencer eleição no seu círculo eleitoral.
Quando convocou as eleições para reforçar o mandato para conduzir o Brexit, Theresa May afirmou que se perdesse seis lugares no parlamento, isso seria uma derrota que poria o seu adversário, o trabalhista Jeremy Corbyn, a negociar o Brexit com a União Europeia.
Os resultados conhecidos, quando faltam apenas atribuir dois dos 650 mandatos parlamentares, colocam os conservadores a perder doze lugares, aumentando assim a pressão para que May assuma a derrota e se demita do cargo. Um dos cenários mais prováveis para os conservadores continuarem a governar é o de uma aliança com os unionistas da Irlanda do Norte, que obtiveram 10 deputados. 
No discurso de vitória no seu círculo eleitoral, Theresa May limitou-se a afirmar que o seu partido foi o que obteve mais votos e mais mandatos. “O país precisa de estabilidade e quaisquer que sejam os resultados, os conservadores vão garantir essa estabilidade para que possamos caminhar juntos com um país unido”, afirmou a primeira-ministra.
Por seu lado, os trabalhistas conquistam mais 29 mandatos, contrariando as previsões que há meses apontavam para uma derrota pesada de Jeremy Corbyn. “Ela queria um mandato. Bom, o mandato que obteve foi perder deputados, perder votos, perder apoio e perder confiança. Julgava que isso bastasse para ela sair”, afirmou o líder trabalhista.
“A política mudou. A política não vai voltar para a caixa onde se encontrava. O que aconteceu é que as pessoas disseram que estão fartas das políticas de austeridade”, prosseguiu Corbyn, festejando os bons resultados do seu partido, que diz estar “pronto para servir o país”.
Uma das surpresas da noite eleitoral foi o mau resultado dos nacionalistas escoceses, que perderam 21 deputados em relação às eleições de 2015. Na Escócia, os conservadores foram os que mais aproveitaram a derrocada do partido liderado por Nicola Sturgeon, subindo de 1 para 13 deputados, enquanto os trabalhistas subiram de 1 para 7 e os liberais democratas de 1 para 4.
Segundo a previsão da BBC, os resultados finais apontam para a eleição de 318 deputados para os Conservadores (menos 13 que em 2015), 261 para os trabalhistas (mais 29), 35 para os nacionalistas escoceses (menos 21) 14 para os liberais-democratas (mais 6), 10 para os unionistas do DUP (mais 2), 7 para o Sinn Féin, que não assume mandatos no parlamento britânico (mais 3), 3 para os galeses do Plaid Cymru, 1 para os Verdes e 1 para um candidato independente na Irlanda do Norte.
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