quarta-feira, 3 de maio de 2017

A UE apoia uma milícia dos Irmãos Muçulmanos no Sudão

  

Num relatório Border Control from Hell : How the EU’s migration partnership legitimizes Sudan’s "militia state" ( «Contrôlo infernal de fronteiras : como a Parceria da UE para as migrações legítima as “milícias de Estado” do Sudão»), a ONG norte-americana Enough («Basta»- ndT) põe em causa a política da União Europeia no Sudão.
De acordo com a Associação, a União subvencionou a criação de dois campos de retenção no Sudão, assim como o equipamento e a formação de forças de segurança afim de limitar o afluxo de migrantes africanos à Europa. Ora, os principais beneficiários são as Rapid Support Forces (RSF, «Forças de Apoio Rápido»). Estas são constituídas por antigos soldados das milícias Janjawid, que já tinham estado no centro dos combates no Darfur.

Particularmente influente no Congo e no Sudão, a Enough foi criada por membros do Conselho Nacional de Segurança norte-americana em torno de John Prendergast (conselheiro especial da Conselheira de Segurança Susan Rice) e de Gayle Smith (Directora da USAID).
Governado pelo ramo local dos Irmãos Muçulmanos, desde o golpe de Estado do General Omar al-Bashir em 1989, o Sudão é oficialmente inimigo dos Ocidentais, mas, na realidade, é apoiado por eles. De 1992 a 1996, havia acolhido uma equipe da CIA que incluía Osama Bin Laden (período durante o qual Bin Laden organizou para a OTAN a «Legião Árabe» na Bósnia-Herzegovina).
Acusado de crimes contra a Humanidade, aquando da guerra do Darfur, o General al-Bashir foi objecto de um mandado de captura internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional em 2008. No entanto, ele movimenta-se com toda a liberdade. As milícias sudanesas forneceram inúmeros jiadistas para as «Primaveras Árabes» na Líbia e na Síria.
Cerca de 75% do orçamento nacional Sudanês é consagrado à Defesa e à Segurança, contra os 25% destinados a todas as actividades civis.
Tradução
Alva
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