terça-feira, 11 de abril de 2017

Delator da Odebrecht diz no TSE como Temer recebeu a propina em 2014

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Postado em 11 de abril de 2017
DCM

Do Estadão:
 O diretor de relações institucionais do Grupo Odebrecht no Congresso, Claudio Melo Filho, detalhou em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como foi o encontro com o presidente Michel Temer (PMDB) – na época, vice da presidente Dilma Rousseff (PT) – em 2014 em que foi acertada a contribuição de R$ 10 milhões ao partido, a maior parte para o candidato a governador de São Paulo, Paulo Skaf – presidente da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“Os dois, tanto o sr Eliseu Padilha quanto o sr. Michel Temer falaram da dificuldade do processo eleitoral de 2014, da… da…, que estava crescendo a oposição etc e tal, coisas desse tipo. Em determinado momento, o sr Michel Temer fez uma solicitação ao Marcelo para que a Odebrecht ajudasse as campanhas do PMDB no ano de 2014.”

“Lobista” que defende os interesses da Odebrecht no Congresso desde 2004, e representa o grupo em entidades de categoria, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Melo Filho foi ouvido no dia 6 de março pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação contra a chapa presidencial Dilma, presidente, Temer, vice, de 2014.
“”Ele (Marcelo Odebrecht) tentou que fosse canalizado integralmente para a campanha do sr Paulo Skaf. Houve uma reação do outro lado”, explicou Melo.
“Ambos (Temer e Padilha) disseram: Marcelo, mas não dá para você contribuir com o PMDB e destinar só para uma pessoa”, afirmou o delator.
claudio melo temer e padilha reagiram
Um dos 78 delatores da Odebrecht, Melo Filho detalhou como foi ao encontro do atual ministro Eliseu Padilha, no Palácio do Jaburu, no carro do presidente afastado do grupo, Marcelo Bahia Odebrecht – preso desde junho de 2015, pela Operação Lava Jato, em Curitiba.
O delator deu detalhes de como foi a conversa entre os quatro, na varanda do Jaburu, em que Odebrecht ouviu o pedido de contribuição ao PMDB para a campanha de 2014 e disse que poderia ajudar com R$ 10 milhões.
(…)

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