sexta-feira, 17 de março de 2017

A PROTEÇÃO DESCARADA A AÉCIO NO SISTEMA JUDICIAL BRASILEIRO

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por José Carlos de Assis - 17/03/2017

A proteção de que Aécio Neves está gozando no sistema judiciário brasileiro é uma bofetada na cara de todo o povo. O último expediente para inocentá-lo de acusações extremamente graves foi declarar extinto o processo contra ele por prescrição. É possível que, tecnicamente, essa desculpa para inocentá-lo proceda. Entretanto, vem imediatamente na mente do cidadão comum a pergunta óbvia: por que esse prazo foi deixado esgotar-se.

Não seria o caso de o Supremo ter deixado esgotar-se o prazo para julgamento dos réus do mensalão? Não é o caso de aplicar-se o decurso do prazo, propositadamente, nos processos contra o PT no petrolão? Não seria mais útil para o Brasil que os ministros do Supremo combinassem entre si a extinção de culpa dos empresários envolvidos em pagamento de caixa dois, a fim de liberar suas empresas para a produção e a geração de empregos?

Pergunto isso porque não consigo imaginar qual o benefício para o Brasil ter Aécio Neves livre em comparação com o castigo desproporcional imposto aos grandes construtores de barragens, claramente chantageados no escândalo da Petrobrás a fim de abrir espaço para construtoras estrangeiras em nosso mercado. A propósito, como era de se esperar da conspiração Temer-Curitiba, tiraram as empresas nacionais da disputa dos aeroportos!

Há outra manobra escandalosa em curso nas barbas da sociedade brasileira. A pletora de inquéritos que Janot propõe parece não passar de manobra diversionista com o propósito último de banalizar as denúncias contra políticos. Há tanta gente que pode ser denunciada que ninguém vai ser denunciada, todos caindo, aos poucos, seletivamente, na vala comum da prescrição. Claro, alguns pagarão a conta. Serão os parlamentares do PT, demonizados em relação a todos os crimes atribuídos aos operadores do sistema partidário.
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