Parente convida gringos para xepa da Petrobras: “Aproveitem a oportunidade, não vai existir outra tão boa no mundo”

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Quer pagar quanto?
Seguindo à risca o compromisso assumido com os golpistas de privatizar a toque de caixa a Petrobrás, Pedro Parente causou frisson entre os investidores estrangeiros que participaram no último dia 27 do encerramento da principal feira de negócios do setor petróleo no Brasil, a Rio Oil & Gas. Entusiasmado com a liquidação do patrimônio da empresa, ele convidou os gringos a participarem da xepa.
“Aproveitem essa oportunidade, porque não vai existir no mundo outra tão boa quanto essa no setor de óleo e gás”, declarou. Parecia promoção das Casas Bahia. Só faltou dizer: “Quer pagar quanto?”.

Em seu discurso de garoto propaganda, Pedro Parente chegou a afirmar aos investidores que os US$ 35 bilhões em ativos que serão colocados à venda até 2019 são uma oportunidade ainda melhor do que foi a privatização do setor de telecomunicações no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Na época, ele era secretário executivo do Ministério da Fazenda. O Sistema Telebrás foi retalhado e vendido aos pedaços para grupos estrangeiros, tal qual está fazendo agora com a Petrobrás.
As teles foram entregues a preço de banana, a dívida pública não foi reduzida – pelo contrário, aumentou -, os consumidores brasileiros passaram a pagar as maiores tarifas do mundo por serviços de péssima qualidade e as empresas lucram bilhões e bilhões de dólares que enviam aos seus países de origem.
A privatização da Petrobrás segue o mesmo roteiro. Navios e plataformas voltaram a ser encomendados no exterior, gerando emprego e renda lá fora; a indústria nacional está em frangalhos, com milhões de desempregados; a gasolina e o gás de cozinha estão mais caros com a liberação dos preços para satisfazer ao mercado… Sem falar no crime que foi a abertura do pré-sal para as multinacionais…
A lógica de Pedro Parente é a mesma do governo Fernando Henrique Cardoso: colocar o Estado a serviço do privado. Sob sua gestão, a Petrobrás está perdendo a função de empresa pública, administrada única e exclusivamente para atender ao mercado e satisfazer os acionistas. Perde o país, perde o povo brasileiro, perdem os trabalhadores.

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