“Prévia do PIB” cai 5,5% em 12 meses. A crise é psicológica, Temer?

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Resultado pior do que o esperado, que já era ruim.
Queda de 4,91% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central na série sem ajuste e de 5,32% com ajuste, em maio.
Em 12 meses,  baixa de 5,43% no índice bruto  e recuo  de 5,51% no ajustado, naquele que é considerado uma “prévia do PIB”.
Nos 12 meses encerrados em dezembro passado, as quedas acumuladas foram de 4,08% e 4,11%, respectivamente.
O gráfico aí em cima é autoexplicativo.

Senão no mercado especulativo, não há qualquer sinal de recuperação da atividade econômica.
Todos os dados divulgados em relação a junho vieram em nova queda.
Não há qualquer política contra este ciclo que possa ser apontada como alavanca de mudança.
Política de juros que dispensa comentários; zero de investimentos públicos em infraestrutura; empresas capazes  de gerar atividade rápida e emprego intensivo, na área de construção civil virtualmente paralisadas. Mesmo nas dedicadas a obras imobiliárias, o dado divulgado hoje, de queda de 50% na venda de imóveis em São Paulo é mais do que demonstrativo da queda de atividade.
Outro dia, numa “brilhante” dissertação sobre economia, o presidente em exercício disse que a crise é “psicológica”.
Espera-se que Michel Temer tenha, então, a “clarividência” de observar que sair dela também tem este componente.
Mas, em economia, decisões têm a ver com rumos.
Venda de patrimônio agrega receita pública, não atividade econômica.
Arrocho nos aposentados e no salário mínimo, redução de gastos em educação e saúde geram alívio fiscal (e assim mesmo em alívio no “rombo”) mas não geram consumo, compras, produção, postos de trabalho.
Esperar que a melhoria das condições internacionais nos ajude é fazer uma oração ao imponderável.
O “Deus Mercado”, em geral, é diabólico.

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