Os velhos mantras da direita liberal na campanha eleitoral de 2014



Os dois mais recentes parceiros da política brasileira estão escondendo seus problemas. A ex-senadora Marina Silva (PSB-REDE) agora centra e intensifica seus ataques na presidenta Dilma Rousseff e em seu governo. Na madrugada de hoje, no Programa do Jô, na Rede Globo, ela falou que o Congresso Nacional chantageia o governo. Mas, ao mesmo tempo, admitiu que ela e o parceiro político, governador Eduardo Campos (PSB), estão recebendo sinais de que partidos da base aliada do governo os apoiarão.

A dupla vai aceitar? Como vemos, ela e ele querem o apoio dos que hoje, segundo a ex-senadora, chantageiam a presidenta Dilma.


Nos últimos dias, depois de elogiar com frequência a política econômica dos oito anos do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a política social dos governos Lula, Marina repete, qual mantra, a história de que a gestão Dilma é um retrocesso em relação aos dois antecessores.

Marina vive a repetir velhos mantras da direita liberal

Ela acusa o governo Dilma de ter abandonado o tripé metas de inflação, câmbio e superávit. É o velho mantra da direita liberal brasileira que já nos governou, que esteve no poder mais recentemente por oito anos, de 1995 a 2002 com o presidente FHC. E nada fez. Não se encontrou. Foi um desastre na execução de suas próprias políticas econômicas ortodoxas.

Ao contrário do que diz Marina, de 2003 (1º ano de governo Lula) até hoje todos os indicadores econômicos e sociais melhoraram no país. Do que então está falando Marina Silva? De nada. Está simplesmente repetindo o que ouviu do mercado financeiro e seus ideólogos, dos economistas que já governaram o Brasil e não fizeram o dever de casa.

Depois, política econômica de um país não é o tripé apenas, nem muito menos câmbio e inflação… Essa parte da lição da Casa das Garças (ninho de economistas tucanos no Rio) a ex-senadora parece não ter aprendido muito bem, se é que eles sabem e a ensinaram.

Marina não entendeu muito bem uma parte da lição econômica liberal

Políticas fiscal e monetária são instrumentos de política econômica que vão além deles, como aconteceu no governo Lula, que fez política de desenvolvimento nacional e não se contentou em apenas estabilizar a economia. Essa é a diferença entre nós, governos do PT, e eles, governos tucanos.

A ex-senadora do PSB/Rede continua repetindo outro mantra da direita e da mídia: que FHC trouxe a estabilidade econômica e Lula políticas sociais. Negativo. Os governos Lula, além de preservarem e consolidarem a estabilidade econômica, não vamos esquecer – ao contrário do que quer Marina -, reduziram a dívida interna à metade, comparada com padrões do PIB.

E a inflação? Também foi reduzida, substancialmente reduzida pelos governos Lula. Era maior, Dona Marina, muito maior em 2002 (último ano da era FHC). Puxe pela memória e lembre-se disso…

(Foto: José Cruz/ABr)

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