Lula: nunca usei máscara porque nunca tive vergonha do que fiz

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Reportagem de Thiago Herdy, em O Globo, hoje, com o mais do que adequado posicionamento de Lula sobre estes grupelhos que a direita está instrumentalizando para esvaziar a luta política.

Uma parte de uma esquerda pueril não se dá conta de que aquilo, longe de ser violência revolucionária, é uma ação desmiolada que só abre o flanco para os que desejam – e é só olhar a internet para ver isso – a volta de um regime de autoritarismo e negação dos direitos democráticos.

Não serão duas dúzias de filhinhos de papai que vão enfraquecer a luta deste país por sua libertação.

Lula condena vandalismo


Em meio à onda de protestos violentos que sufocam manifestações pacíficas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou com veemência a ação de grupos de mascarados nos atos de rua que ocorrem no Rio e em São Paulo e a depredação de patrimônio público e privado. Em eventos nas duas cidades, Lula voltou a defender a realização de manifestações pelo país, mas ressaltou que elas devem ser pacíficas.

O ex-presidente afirmou ainda que protestar de máscara significa ação envergonhada, referindo-se à atuação dos black blocs, que fazem quebra-quebra na ruas da capital — no Rio, mais de 60 foram presos sob acusação de vandalismo após protestos na terça-feira.  — Eu fiz muito movimento de rua. Eu nunca coloquei uma máscara porque nunca tive vergonha do que eu fiz. Nunca!  — disse o ex-presidente, que condenou também o abandono da política, especialmente pelos mais jovens.

— Sabe uma coisa que me assusta? A facilidade que as pessoas têm de falar mal de políticos. Não é? Humorista fala mal de político. Pergunte quais foram as pessoas em quem eles votaram nas últimas eleições, para saber que tipo de voto que ele deu. Eu queria dizer a vocês: nunca neguem a política. Esses que ficam trabalhando contra a política não têm noção, que não existe saída fora da política. A política garante a democracia.

A política garante a alternância de poder. Somente através da política e da democracia um peão como eu pôde chegar à Presidência. Um índio pôde chegar na Bolívia. O negro pôde chegar nos Estados Unidos. Quando não tem isso, vem o fascismo. É o nazismo. É a ditadura. — disse Lula.

PS necessário. Nem o que eu disse e, certamente, nem o que Lula disse se aplica aos absurdos da polícia de Sérgio Cabral em deter arbitrariamente pessoas que estão se manifestando legitimanente e, muito menos com bvaixar o porrete em professores, óbvio.

Por: Fernando Brito

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