Brasil poderá desenvolver caça com Rússia

O ministro da Defesa, Celso Amorim
O ministro da Defesa, Celso Amorim
Valter Campanato/ABr

RFI
O caça francês Rafale poderá ter um novo concorrente no projeto de renovação da frota aérea da FAB (Força Aérea Brasileira), objeto de uma licitação do governo brasileiro. Nesta quarta-feira, o ministro da Defesa Celso Amorim declarou que o Brasil está interessado em participar do desenvolvimento de caças de última geração ao lado da Rússia.
O ministro recebeu nesta quarta-feira a visita do ministro russo da Defesa, Serguei Choigh, em Brasília.
Segundo Celso Amorim, uma parceria para desenvolver aviões de combate trata-se de um "projeto a médio prazo."

"Estamos interessados na discussão dos projetos relacionados a uma quinta geração de aviões, com novos parceiros", explicou o ministro.



O Brasil também anunciou a compra de baterias antiaéreas dos russos, uma negociação estimada em mais de 2 bilhões de reais.

Mesmo que o projeto de caça esteja desvinculado da licitação para a compra dos 36 caças, o anúncio pode ser um prenúncio de que uma outra solução pode estar sendo avaliada pelo governo brasileiro.

Além do Rafale, também parcipam da concorrência o Grippen, da sueca Saaba, e o F-18 Super Hornet, da Boeing. O processo se arrasta há cinco anos, e a decisão vem sendo protelada pela presidente Dilma.

O escandâlo de espionagem da NSA, a Agência Americana de Segurança, que monitorou os e-mails da presidente e de seus assessores, não influenciará a escolha do governo, acreditam os especialistas.

A Boeing continuaria favorita na disputa, apesar da oferta da Suécia e da França incluir no contrato a transferência de tecnologia, uma prioridade para o governo brasileiro.

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