terça-feira, 25 de julho de 2017

Maia diz que haverá quórum em 2 de agosto para votar denúncia contra Temer

 Sessão só será aberta com 342 deputados presentes

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PODER360 24.jul.2017 (segunda-feira) - 18h13 atualizado: 24.jul.2017 (segunda-feira) - 22h40

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta 2ª feira (24.jul.2017) ao Poder360 que haverá quórum no dia 2 de agosto para a votação da admissibilidade da denúncia contra Michel Temer. Para começar a votação, pelo menos 342 deputados precisam estar presentes em plenário. Segundo Maia, o número será alcançado, mesmo sem acordo.
Nem governo nem oposição têm este número de votos no momento. O líder do PT, Carlos Zarattini (SP), propôs: a oposição garantiria o quórum para iniciar a votação e o governo daria mais tempo para debates.

No fim do recesso, Temer intensifica articulação para alcançar quórum e sepultar a denúncia. Por enquanto, o governo contabiliza cerca de 260 deputados pró-Temer. O número é suficiente para arquivar o processo, mas não para abrir a sessão.

RITO FAVORÁVEL AO GOVERNO

Embora a votação só comece com a presença de 342 deputados, a sessão pode ser iniciada com apenas 51 em plenário. Depois que 2 deputados falarem de cada lado, a discussão poderá ser encerrada se for aprovado 1 requerimento com apoio de 257 votos. O governo tem esse número. Zarattini reivindica que todos os líderes possam falar antes de encerrar a discussão.

GOVERNO CONTRA O ACORDO

Rodrigo Maia tentou a saída proposta pelo PT. Os líderes governistas não aceitaram. O Planalto acredita que o quórum será obtido graças a deputados como Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Esperidião Amin (PP-SC), por exemplo, favoráveis à abertura de processo mas que apoiam a base de Temer no Congresso. “Não tem problema votar pelo processo, desde que dê quórum”, diz o vice-líder do governo Darcísio Perondi (PMDB-RS).
Procurado pelo Poder360, Esperidião Amin disse que ainda não decidiu se dará ou não quórum.

PODER360 AVALIA: ATORES SE POSICIONAM

Esta semana será para aquilo que a esquerda chamava no passado de “acumulação de forças”. Michel Temer quer liquidar de uma vez a denúncia que tem contra si. Rodrigo Maia faz o que pode para se manter fiel ao Planalto –apesar de vários aliados do DEM conspirarem pelos corredores. O Drive continua achando que será difícil votar a denúncia na semana que vem. Se o presidente da Câmara acertar a previsão que fez mais cedo, fica cacifado com 1 político equilibrado e apto a fazer compromissos. Só assim herdará com alguma tranquilidade, se for o caso, a cadeira de Temer.
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