Folha culpa Jornal Nacional e fontes da Lava Jato por ‘erro grave’



No DCM:
Postado em 12 de setembro de 2015 às 4:18 am
Da seção Erramos, da Folha:
A Folha cometeu um erro grave ao noticiar, no domingo (6) e na segunda, que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki havia aberto inquéritos sobre o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) no âmbito da Lava Jato.
A informação incorreta foi veiculada no site do jornal no domingo e no impresso do dia seguinte. O dado correto passou a ser veiculado a partir da noite de segunda. Uma nota apontando o erro foi publicada no site na quarta e na seção “Erramos” da quinta.

Mercadante e Aloysio Nunes foram citados pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e delator, como beneficiários de recursos ilícitos pagos por ele em 2010. Na época, o petista disputava o governo de São Paulo; o tucano era candidato a senador. Ambos negam as acusações.
As delações fizeram com que a PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitasse abertura de inquéritos ao STF, o que foi encaminhado juntamente com o pedido referente ao também ministro Edinho Silva (Comunicação Social), acusado por Pessoa de tê-lo coagido a doar à campanha da presidente Dilma Rousseff.
Responsável pela Lava Jato no STF, Teori autorizou inquérito só sobre Edinho. Nos casos de Mercadante e Aloysio Nunes, ele aceitou sugestão da PGR para que os casos fossem redistribuídos. Isso porque, segundo a PGR, os materiais contra ambos não têm relação aparente com corrupção na Petrobras. Seriam situações de caixa dois, um crime eleitoral.
A redistribuição foi feita e os casos acabaram nas mãos do ministro Celso de Mello, que ainda não decidiu sobre abertura desses inquéritos.
O primeiro veículo a noticiar existência de inquéritos no STF sobre Mercadante e Aloysio Nunes foi o “Jornal Nacional”, da TV Globo, na noite do sábado (5).
No domingo, o jornal “O Estado de S. Paulo” apresentou a mesma informação.
Duas fontes ligadas à investigação da Operação Lava Jato, sob condição de anonimato, confirmaram o dado à Folha. Foi quando a Folha passou a veicular a informação incorreta.

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